Há muito o que se pensar e pouco para se fazer. Quanto mais buscamos evoluir, mais condenamos uma prática por algum erro, sem nem ao menos utilizarmos desse meio para comprovar sua eficácia. Pouco se avalia e muito se estipula de acordo com os fatos internacionais, mais pouco se lembra da experiencia brasileira de inovar.
Tudo isso por uma coisa que nós sabemos muito bem e está em nossa história: miscigenar, misturar. O Brasil é uma mistura de tudo que se possa encontrar no mundo e de coisas que só podemos encontrar no nosso solo. Mesmo com todo o orgulho que temos, não confiamos no que fazemos. Por quê? Qual o motivo para não acreditar no que nosso país tem de melhor? Nós somos brasileiros, e devíamos honrar, ao mesmos, o nosso próprio Hino Nacional!
E o que isso tem a ver com Energia Nuclear?
O Brasil possui duas Usinas Nucleares em funcionamento no Rio de Janeiro, e há projetos para mais três, duas no Nordeste e a terceira no Sudeste. Angra I e II, as Usinas em funcionamento, foram baseadas nos mesmos quesitos de segurança das usinas mais seguras do mundo. O mesmo vêm dos projetos das usinas nucleares a serem construídas. Não somos os melhores do mundo, mas sabemos, e muito bem, juntar o que há de melhor em cada parte do mundo.
Não é pelo único fato de ser favorável a uma usina nuclear qualquer região do país que acredito tanto nessa possibilidade. Quando se avalia e se compara os impactos negativos e positivos em qualidade de vida, desenvolvimento socio-industrial e sustentabilidade, a quantidade de impactos positivos a serem avaliados são imensuráveis e os poucos pontos negativos vem de catástrofes naturais extremas, como o caso de Fukushima - Japão, ou falha humana, caso de Chernobyl.
Peço que apreciem em si mesmos uma simples análise: Imaginem quanto seria investido no PIB de uma região pobre (como o baixo São Francisco SE-AL) e o quanto poderia ser investido em formação profissional e educação, desenvolvimento social e econômico, geração de emprego, enfim, todas as áreas que garantiriam o desenvolvimento concreto de toda a região, injetaria não só capital, mas também a possibilidade de um desenvolvimento concreto na região, idealizado além do PIB atual possível.
Muito se diz em riscos, mas pouco se diz em oportunidades. Até quando vamos deixar de acreditar na possibilidade que o Brasil possui de gerar oportunidades?
Como diria o Presidente Barack Obama, "Se o Brasil é o país do futuro, então o futuro chegou".
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