sexta-feira, 29 de abril de 2011

Previsões e Tormentas

Em Aracaju chove, e muito. No entanto, as tormentas não são essas. 

No meu post anterior, comentei a falta de criatividade de blogueiros e a ausência do bom senso do mesmo. Pouco depois de ter postado isso no post "[DESABAFO] Bloggers: Onde está (realmente) o conteúdo?", eu resolvi criticar esse "pessoal" que gera copias sem permissão e, às vezes, até resolve enganar blogueiros com falsos textos originais.
Agora, por que estou comentando isso e por que com um titulo desses? Bem, ontem à tarde, pouco depois de publicar o minúsculo texto de desabafo, um grande blogueiro do ramo de comunicação digital, Cleyton Torres, editor do Midia8!, divulgou através de sua conta no microblog twitter, a exclusão de um texto do Midia8!. Motivo: O criador do texto na verdade o retirou de um outro blog e tratou o artigo como sendo único e sendo de sua autoria, ou seja, utilizou-se de má fé para assinar um texto não pertencente ao mesmo.

Quem conhece o Midia8! sabe que ele possui uma política de VALORIZAÇÃO bem distinta, abrindo espaço para leitores que queiram publicar seus artigos e idéias no site, bem como utiliza-se das redes sociais para interagir com seu público. Num fato como esse, não foi diferente: o Midia8! se portou de uma maneira que garantiu a integridade do “leitor”, dentro do twitter: "Amigos, o texto "Toda empresa deve se inserir no mundo digital?", enviado por um leitor, foi retirado do blog, pois se tratava de uma cópia" (...) "Infelizmente o leitor agiu de má fé. Você pode conferir o artigo original no @midiatismo no link: http://migre.me/4nHJn =)".
Agora que vocês sabem o fato, sabem também o porquê de citar tanto o Midia8!. Esse fato, infelizmente é comum em diversos blogs, independentes ou de conteúdo; o Cleyton Torres, editor do Midia8! preza - e muito - iniciativas originais e manifesta isso ao publicar os artigos encaminhados a ele. Abusar dessa forma não pega bem a quem manda ao blog e destrói uma possível imagem que qualquer um poderia ter ao se inserir nesse meio. A questão é: Vale a pena copiar?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

[DESABAFO] Bloggers: Onde está (Realmente) o conteúdo?

Blogs são meios interessantes. Neles fluem todo tipo de informação, dada por todos os tipos de pessoas, mas, até onde as fontes e opiniões são confiáveis?
Se vê com freqüência por aqui na internet uma série de rumores, campanhas difamatórias contra imagem de pessoas, luta anti-grupos sociais. Encontramos material na internet que quebra leis de direitos autoriais e de imagem. É muita informação para todo e qualquer público. A questão e relação entre esse conteúdo e o público gera o questionamento de até onde estamos inseridos e de que forma o blog gera (ou copia) conteúdo.
Dados garantem que milhares de blogs são atualizados diariamente, mas quantas destas postagens são cópias de outras?
Cabe a nós, leitores e blogueiros também buscar identificar e reconhecer potencialidades, não apenas viver de cópias e notícias falsas.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O que esperar de uma assessoria parlamentar em redes sociais?


Muitos já leram diversos artigos sobre marketing, publicidade e mídias sociais no período eleitoral. Mas, e depois das eleições? Será que é necessário existir esse vácuo? A necessidade de “estar presente” nas mídias sociais não vale somente para empresas. Hoje, figuras públicas possuem essa necessidade de aparecer e saber o que o público pensa e comenta sobre elas. No entanto, elas não dispõem de tempo para analisar tais informações.
Surge daí uma luz, um super-herói. E como todo bom super-herói, este também tem uma fraqueza: não saber quem é, nem o que e de quem cobrar/ser cobrado. Não se traçou ainda um perfil sobre quem se utiliza das redes de um parlamentar ou mandato, nem que formação esse alguém deve ter para isso (acreditem ou não, é preciso saber o que fazer e quando e, para isso, necessita-se de formação e informação). Geralmente, esse herói faz parte de uma equipe da assessoria de comunicação, mas qual a real função dele e o que esperar desse “free lancer”?

E agora quem irá me defender?

Imagine uma colcha de retalhos. É assim que é construída uma assessoria parlamentar. A única diferença é que seus membros são escolhidos de acordo com interesses. Na “divisão” de funções, o “tuiteiro”, “orkuteiro” ou o carinha que sabe usar o Facebook costuma aderir ao uso dessas ferramentas do mandato. Quando não há este carinha, há uma sobrecarga nas costas do jornalista ou de algum membro da assessoria de imprensa.
Que esses coitados fazem o seu trabalho, isso não há dúvida. No entanto, isso é apenas a ponta de um Iceberg. Eles atualizam as redes sociais, dominam (ou não) o Twitter, acompanham as notícias do mandato e parlamentar. Mas isso não é nem 1% do necessário. Lembro de um artigo no Mídia8 onde se expunha 4 motivos para monitorar uma empresa estar presente nas redes sociais e garanto que para parlamentares os pontos são os mesmos e ainda acrescento um: Reconhecer os focos dos quais surgem notícias que geram influência negativa com relação ao nome da pessoa.
Sem conhecer, saber estruturar-se e rastrear informação, uma campanha (ou, no caso, assessoria) dentro das redes sociais será, no mínimo, infundada e não gerará nenhuma influênncia nem positivará a imagem do mesmo.

E é possível reconhecer?

Muitos dizem “sou eu que uso isso ou aquilo”, mas até onde isso é verdade? Geralmente, se percebem as falhas, não por erros ortográficos, nem mesmo por onde se manda o Tweet, muito menos pelos termos usados (isso só ajuda). Se percebe um “alien” no perfil de alguém pela padronização. Mesmo formato de texto, mesmos termos em primeira pessoa, mesma forma de se passar um link. O lado bom é que não há um padrão generalizado entre os assessores, o que dá heterogeneidade ao formato de assessoria. O lado ruim é que tem gente que ainda cisma em dizer que está presente pessoalmente em todos os lugares.


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/midias-sociais/o-que-esperar-de-uma-assessoria-parlamentar-em-redes-sociais/#ixzz1JybrhmzO 

O que esperar de uma assessoria parlamentar em redes sociais? - Parte 2


No artigo “O que esperar de uma assessoria parlamentar em redes sociais?“, foi possível perceber como funciona a assessoria em mídias sociais na grande maioria dos mandatos parlamentares. Quando descrevi essa idéia, veio uma dúvida: como ter o trabalho reconhecido se ninguém sabe o que você está fazendo ali? Se associar a idéia de que o assessor acompanha o parlamentar, ele é uma dama de companhia ou bajulador que sabe usar Facebook e Twitter, ou seria melhor considerá-lo como a fonte de erros ou acertos, fiscalizados constantemente por todos os bajuladores de plantão?
O maior defeito está na ligação entre a necessidade da presença para gerar influência e um planejamento detalhado de acompanhamento. Às vezes falta presença (ou influência) e, muitas vezes, falta um planejamento detalhado de atualização ou “bloqueio” de informações relacionadas ao mandato e ao parlamentar. Já imaginou a assessoria como a última a postar uma notícia, posicionamento ou resposta em relação a um fato consumado e difundido nas redes sociais ou em qualquer mídia? Isso acontece com muita freqüência e indica uma falha que pode ser evitada. Esse é o papel da assessoria em mídias sociais: garantir que uma informação positiva tenha uma relevância muito mais efetiva do que uma informação que agrida a imagem do parlamentar, bem como garantir a interatividade entre todos os meios. Além disso, a assessoria deve ser inodora, incolor e insípida dentro das redes sociais, principalmente ao se ligar ao nome de um parlamentar que “simula” o uso dos canais.
Quando se é a voz de alguém, deve-se saber que há uma vigilância de forma invertida: muitas pessoas observando enquanto o assessor está vinculado a um “ponto cego”. Não se pode em hipótese alguma comprar discussões de forma direta e buscar seguir uma política de boa vizinhança com o mesmo tipo de impacto de forma que se neutralize, sem que haja algum tipo de impasse, suprindo a necessidade de impor ou de gerar um novo choque.
É importante destacar que no mundo das mídias sociais não há falhas técnicas. Nesse jogo há apenas três palavras para se garantir o sucesso: criatividade, interatividade e planejamento. Se a campanha ou a difusão de uma informação fracassar, o fato é que não houve (ou houve de forma insuficiente) um desses pontos. E a culpa depende (e muito) não do responsável por uma rede ou por seu conjunto, pois pouco se sabe sobre como o público vai reagir a informação, a falha é resultante de uma ausência de “jogo de cintura” de toda a equipe. A capacidade de adaptação, em qualquer equipe relacionada a mídias, é a chave para o sucesso. Saber lidar com as adversidades não demonstra “quebra” em planejamento ou deixar de lidar com o padrão do mandato ou do parlamentar. Moldar-se às necessidades constantemente é uma característica humana, por que não da representação de um Ser Humano?


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/midias-sociais/o-que-esperar-de-uma-assessoria-em-redes-sociais-parte-2/#ixzz1JybUPIXt 

Voltei!

Pois é Galera, o tempo rugiu e eu fiquei meio surdo com ele e acabei ficando um tempo meio distante do Blog do Marquinhos. Mesmo assim, isso não quer dizer que eu morri (Rá! Pegadinha do Malandro!), apenas que eu deixei de escrever nesse espaço por um tempo determinado. Em contrapartida, publiquei mais dois artigos que se auto complementam no pontomarketing.com!
Os artigos foram (acho né?) bem aceitos por lá e por aqui também, quando republicados pela equipe do clicksergipe.com.br, mas só pude sentar aqui e conversar com vocês hoje, é brincadeira?
Para não dizer que fui malvado, resolvi republicar eles aqui e, a partir de hoje, decidi fazer mais uma brincadeirinha, que vocês vão saber mais tarde.
Seguem nos próximos posts os artigos, em partes e publicados aqui do mais antigo pro mais próximo.

Hasta la Vista!

terça-feira, 29 de março de 2011

Valeu Zé!

Reproduzo aqui o e-mail do grupo de apoio a Dilma Rousseff, @MobilizacaoBR, em homenagem ao ilustre José Alencar, ex-vice-presidente da república.


Uma mensagem a todos os membros de MobilizaçãoBR



Não podemos negar que José Alencar foi um vitorioso na vida. Ele saiu de Muriaé, no interior de Minas e, por 8 anos foi o segundo homem mais poderoso do Brasil. Tinha uma estrela que brilhava diferente e que não se importava em ser coadjuvante de Lula, o melhor presidente do Brasil. E fez esse trabalho muito bem.

Poderíamos escrever laudas e laudas sobre o empresário, sobre o político. Poderíamos destacar a sua luta contra o câncer que durou 13 anos e o submeteu a 20 cirurgias. E ele foi firme! Poderíamos destacar a sua simplicidade, sua mineiridade ou um sem número de qualidades que, certamente, ele trouxe consigo durante esses 79 anos.

Mas vão os homens e ficam os mitos. Que José Alencar seja lembrado por sua batalha pela vida, por ser aquele homem que não desiste e que vai até o fim. O homem que construiu impérios empresariais, que comandou importantes entidades de classe, que foi um político articulado mas que, sobretudo, trabalhou para fazer esse país melhor e mais justo.

Muito obrigado!

Equipe MobilizaçãoBR

segunda-feira, 28 de março de 2011

Brasil Nuclear: Essa mistura vai dar certo?

Há muito o que se pensar e pouco para se fazer. Quanto mais buscamos evoluir, mais condenamos uma prática por algum erro, sem nem ao menos utilizarmos desse meio para comprovar sua eficácia. Pouco se avalia e muito se estipula de acordo com os fatos internacionais, mais pouco se lembra da experiencia brasileira de inovar.

Tudo isso por uma coisa que nós sabemos muito bem e está em nossa história: miscigenar, misturar. O Brasil é uma mistura de tudo que se possa encontrar no mundo e de coisas que só podemos encontrar no nosso solo. Mesmo com todo o orgulho que temos, não confiamos no que fazemos. Por quê? Qual o motivo para não acreditar no que nosso país tem de melhor? Nós somos brasileiros, e devíamos honrar, ao mesmos, o nosso próprio Hino Nacional! 

E o que isso tem a ver com Energia Nuclear?

O Brasil possui duas Usinas Nucleares em funcionamento no Rio de Janeiro, e há projetos para mais três, duas no Nordeste e a terceira no Sudeste. Angra I II, as Usinas em funcionamento, foram baseadas nos mesmos quesitos de segurança das usinas mais seguras do mundo. O mesmo vêm dos projetos das usinas nucleares a serem construídas. Não somos os melhores do mundo, mas sabemos, e muito bem, juntar o que há de melhor em cada parte do mundo.

Não é pelo único fato de ser favorável a uma usina nuclear qualquer região do país que acredito tanto nessa possibilidade. Quando se avalia e se compara os impactos negativos e positivos em qualidade de vida, desenvolvimento socio-industrial e sustentabilidade, a quantidade de impactos positivos a serem avaliados são imensuráveis e os poucos pontos negativos vem de catástrofes naturais extremas, como o caso de Fukushima - Japão, ou falha humana, caso de Chernobyl. 

Peço que apreciem em si mesmos uma simples análise: Imaginem quanto seria investido no PIB de uma região pobre (como o baixo São Francisco SE-AL) e o quanto poderia ser investido em formação profissional e educação, desenvolvimento social e econômico, geração de emprego, enfim, todas as áreas que garantiriam o desenvolvimento concreto de toda a região, injetaria não só capital, mas também a possibilidade de um desenvolvimento concreto na região, idealizado além do PIB atual possível.

Muito se diz em riscos, mas pouco se diz em oportunidades. Até quando vamos deixar de acreditar na possibilidade que o Brasil possui de gerar oportunidades?

Como diria o Presidente Barack Obama, "Se o Brasil é o país do futuro, então o futuro chegou".