No artigo “O que esperar de uma assessoria parlamentar em redes sociais?“, foi possível perceber como funciona a assessoria em mídias sociais na grande maioria dos mandatos parlamentares. Quando descrevi essa idéia, veio uma dúvida: como ter o trabalho reconhecido se ninguém sabe o que você está fazendo ali? Se associar a idéia de que o assessor acompanha o parlamentar, ele é uma dama de companhia ou bajulador que sabe usar Facebook e Twitter, ou seria melhor considerá-lo como a fonte de erros ou acertos, fiscalizados constantemente por todos os bajuladores de plantão?
O maior defeito está na ligação entre a necessidade da presença para gerar influência e um planejamento detalhado de acompanhamento. Às vezes falta presença (ou influência) e, muitas vezes, falta um planejamento detalhado de atualização ou “bloqueio” de informações relacionadas ao mandato e ao parlamentar. Já imaginou a assessoria como a última a postar uma notícia, posicionamento ou resposta em relação a um fato consumado e difundido nas redes sociais ou em qualquer mídia? Isso acontece com muita freqüência e indica uma falha que pode ser evitada. Esse é o papel da assessoria em mídias sociais: garantir que uma informação positiva tenha uma relevância muito mais efetiva do que uma informação que agrida a imagem do parlamentar, bem como garantir a interatividade entre todos os meios. Além disso, a assessoria deve ser inodora, incolor e insípida dentro das redes sociais, principalmente ao se ligar ao nome de um parlamentar que “simula” o uso dos canais.
Quando se é a voz de alguém, deve-se saber que há uma vigilância de forma invertida: muitas pessoas observando enquanto o assessor está vinculado a um “ponto cego”. Não se pode em hipótese alguma comprar discussões de forma direta e buscar seguir uma política de boa vizinhança com o mesmo tipo de impacto de forma que se neutralize, sem que haja algum tipo de impasse, suprindo a necessidade de impor ou de gerar um novo choque.
É importante destacar que no mundo das mídias sociais não há falhas técnicas. Nesse jogo há apenas três palavras para se garantir o sucesso: criatividade, interatividade e planejamento. Se a campanha ou a difusão de uma informação fracassar, o fato é que não houve (ou houve de forma insuficiente) um desses pontos. E a culpa depende (e muito) não do responsável por uma rede ou por seu conjunto, pois pouco se sabe sobre como o público vai reagir a informação, a falha é resultante de uma ausência de “jogo de cintura” de toda a equipe. A capacidade de adaptação, em qualquer equipe relacionada a mídias, é a chave para o sucesso. Saber lidar com as adversidades não demonstra “quebra” em planejamento ou deixar de lidar com o padrão do mandato ou do parlamentar. Moldar-se às necessidades constantemente é uma característica humana, por que não da representação de um Ser Humano?
Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/midias-sociais/o-que-esperar-de-uma-assessoria-em-redes-sociais-parte-2/#ixzz1JybUPIXt
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